Arquivo para Junho, 2008

23
Jun
08

Para ela

Ontem vi com meus próprios olhos e constatei que aquela viagem toda, aquela literal viagem, era verdade. Até então dava para sentir toda a paixão no ar, mas confesso que era aquela coisa adolescente, da menina apaixonada pelo cara que nem se tem certeza que existe. Mas ontem eu vi que ele existe. E ele é de carne e osso, é de um português atravessado e esforçado, e estava ali, todo para ela. O colo dele é exatamente do tamanho dela, e quando ela diz que se encaixou nele para uma noite de sono profundo, deve ter sido a mais pura verdade.

Confesso que fiquei emocionada vendo os dois. Por toda a superação de dor e dificuldades e distâncias e empecilhos destas vidas que se cruzaram. E principalmente porque eu acreditei que aquele amor era possível, ainda que todos à nossa volta dissessem que era perda de tempo.

Depois do que vi ontem, tenho certeza de que ela me fez acreditar mais no amor.

Mazel tov!

22
Jun
08

“Elogio”

“Mulher grande é bom porque demora pra acabar.”

Mereço.

20
Jun
08

Na pele

Tatuagens sempre foram pra mim um fascínio. Principalmente nos outros, pois, em mim, até hoje não passa de vontade e algumas brincadeiras.

Desde pequena, conta a minha mãe, que eu me rabisco, me desenho. Outro dia mesmo peguei carona nos carimbos dos alemães e me carimbei com uma tinta vermelha que demorou uma semana pra sair, com mais de um banho por dia. Já pintei as mãos com henna. Rabiscava também as minhas bonecas.

O primeiro namorado (muito) tatuado, era (e ainda é) contra. O segundo, muito a favor. Mas as tatuagens deles de certa forma supriam a minha vontade. A mãe sempre foi contra. Contra as tatuagens e contra os namorados!

Já cogitei borboletas, estrelas, flores, santos. Nunca tribais porque não tenho tribo, muito menos aquelas coisas japonesas que não são letras. Com freqüência escrevem bobagens, e eu que não vou aprender japonês pra conferir. Com tantas dúvidas assim talvez tenha sido melhor mesmo permanecer sem elas. Hoje me encantam as carpas e todas as de estilo japonês. Queria uma bem grande, pois desgraça pouca é bobagem. Uma serpente nos pés. Ou uma trepadeira, que começasse no ombro e terminasse no quadril do lado oposto.

O tempo passou e já tem uns bons meses que não penso nisso. Mas hoje a idéia voltou. Será?

OBS: Dêem uma lidinha no último texto publicado no blog IN-ZAN-DESCIDO. Muito legal.

19
Jun
08

Palavras duvidosas

Mami letrada tem reiterado a sua angústia perante o uso corrente de “disponibilizar”. Diz ela que não existe, e que o certo é “dispor”.

Hoje eu, voltando a pé pra casa, passei por uma lojinha de comidinhas, que nada tem a ver com o meu bairro, mas é lindinha, auto-denominada “doceteria e bistrô”. Putz, e aí? “Doceteria” existe?

No Aurélio meia-boca que tenho aqui perto não tem não. E no “pergunte ao Yahoo” também dizem que não tem. Vai ver é uma danceteria que vende doces, rs!

Minha decepção outro dia foi constatar que “focar” existe. Logo eu que tanto sacaneei o vocábulo, dizendo que “focar” era imitar foquinhas, batendo palmas. Falar “focar” tá na moda. Eu acho cafona demais.

Essa coisa de neologismo é engraçada. Mas Marcelo, Marmelo, Martelo é imbatível!

13
Jun
08

Joãozinho

Depois da noite de ontem não tem como não falar de cabelos burrinhos de novo!

Aproveitando a solteirice no dia dos namorados somada a véspera de feriado na terra do pão de queijo, me muni de excelentes companhias e fui dar uma conferida num show da Vanessa da Mata. Muito bom, muito linda, e delícias de músicas. A moça impressiona, mesmo rodando demais, o que faz a gente confundí-la ou com Clara Nunes, ou com Margareth Menezes. Mas é solta, é alegre e bem humorada, e é um show que a gente dança o tempo todo!

E, aproveitando a deixa do ‘poste’ dos cabelos burrinhos, ouçam a música “Joãozinho”, que é bem bonitinha. Tem a ver com Maria e com cabelos burrinhos. Então, tem tudo a ver estar aqui!

10
Jun
08

É burrinho, mas tá na moda!

Peço licença aos meus comentaristas pra fazer um ‘poste’ bem, bem mais beeeem mulherzinha.

Negócio é o seguinte: meu cabelo é burrinho, mas tá na moda! Por isso mesmo estou mantendo a decisão de deixar a inteligente ou a progressiva bem longe dele.

Foi o Fashion Rio que falou. Coleção de verão e cabelo burrinho tem tudo a ver. Chapinha na praia nem pensar. Não que eu deixe de lado a escovinha, principalmente neste frio que tem feito, em que não dá pra deixar a natureza agir. Mas confesso que ao mesmo tempo que me sinto mais arrumada, me sinto mais velha. E também tem as horas em que preciso ter cara de 30, e pior, cara de jurídica. Advogada de cabelo desarrumado e calça jeans não convence nem criança.

O cabelo burrinho tem suas vantagens… se tudo que é bom despenteia, já não preciso ficar preocupada, pois já está tudo meio despenteado mesmo.

A desvantagem ainda são os olhares de algumas pessoas que denunciam: como ela tem coragem de aparecer assim? Sei lá… só quem tem cabelo burrinho entende esses olhares. Nem a Ana Paula Arósio na novela das 8 que é as nove conseguiu convencer os brasileiros de que “as ricas também têm cachos”.

E por falar em Fashion Rio tá meio complicado de acompanhar por causa da net discada e da falta de tempo, mas vou mandar ainda um ‘poste’ sobre moda essa semana.

06
Jun
08

Entra, senta e fica à vontade

O ‘Entra, senta e fica à vontade” é um lema de generosidade. Ouvi isso pela primeira vez, ou dei importância pela primeira vez, quando a frase saiu da boca da Tatá.

‘Entra, senta e fica à vontade’, como lema de generosidade, pode significar várias coisas. Que você pode ficar à vontade numa turma nova, para lavar a louça na casa de um amigo. Ou que você pode dar uma opinião sobre um assunto pessoal. Serve também para pedir uma carona para o aeroporto, pegar roupa emprestada, dentre outras.

É claro que não comporta abusos. Por exemplo, eu tenho a chave da casa de uma amiga, mas nunca pus os pés lá sem passar a mão no telefone e dizer: “estou indo”. Até mesmo quando sou convidada a ir lá não uso a chave, prefiro a campainha. Tenho o cartão de uma conta corrente com meu pai para emergências mas não fico fuçando o extrato pra ver com o que ele gastou. Sei as senhas de e-mails da minha mãe mas não acesso, porque não me diz respeito.

Cabe opiniões, mas sem julgamento e sem o “você deve fazer isso ou aquilo”. Cabe intimidade, mas não a ponto de fuçar as gavetas, o celular, ou a bolsa da pessoa. Isso é abuso. Isso é conduta anti-social.

‘Entra, senta e fica à vontade’ é coisa pra gente civilizada, pra gente que sabe não abusar da boa vontade alheia. Poucos são os que sabem dizer isso pras pessoas. E menos ainda os que sabem usufruir disto de verdade.

03
Jun
08

Mais uma frase

Devido à total falta de assunto e/ou inspiração (Sem contar a inércia apática do protagonista do Curta Metragem, que está precisando mesmo de um Red Bull. Na veia.), vou colocar aqui a frase que veio na caixinha do chá (de anis, ebaaaa) que eu comprei hoje. Pelo menos a frase é do Aristóteles:

O egoísmo não é amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós próprios.