Arquivo para Agosto, 2008

29
Ago
08

Recaída

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Meu anjo escorpiano, afastei de mim

Por covardia ou coragem, nunca vou saber

Meu demônio escorpiano

Este vai me atormentar pela eternidade

Eu sempre em recaída

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É a primeira vez (eu acho) que aparece por aqui um escrito de um outro blogueiro: Gustavo Martins. Não me lembro de como fui parar nos Mini Contos Perversos, mas me lembro como encontrei esta que agora chamo de “mini poesia perversa”: seguindo orientações do próprio, um dia comecei do começo, e a encontrei perdida no meio de tantas outras licenciosidades. Me identifiquei tanto com ela que imediatamente fui pedir autorização para publicá-la. Concedida, pois, dados os créditos, publico com as devidas explicações, exigência do autor: por aqui, anjo e demônio se encerram na mesma pessoa. Eu, durante muito tempo, em recaída. Mas já foi, passou.

Gustavo, me desculpe por não publicar a primeira estrofe, ela é muito sua. E só por curiosidade: não atinei para o título que estava no MCP, e postei aqui como “Recaída”. Só depois fui conferir. Coincidentemente, o mesmo.

26
Ago
08

-S’il vous plaît. . . dessine-moi un mouton!

O Pequeno Príncipe foi o primeiro livro lido nos 31. Tenho um pela metade, que tenho que terminar até o dia 12 de setembro, e outro que ganhei de presente da Bebel, que é o próximo.

Acho que era essa coisa de ser livro de cabeceira de miss que me fez afastada do Pequeno Príncipe a vida toda, além de não achar graça no filme que passava na Sessão da Tarde. Mas minha mãe sempre disse para eu não me preocupar com isso porque O Pequeno Príncipe era um livro para adultos, apesar de ter sido escrito para a criança que um certo adulto já fora.

Depois veio a Luana Piovani, com os cabelos curtos, enfadonha, como sempre. Ignorei, embora acredite que o trabalho dela tenha tido um sucesso merecido. E eu não fui além da cannabis que sativa, digo, do por aquilo que cativas.

Mas depois toda a coisa do Pequeno Príncipe voltou. Só que ele continuava ali, capenga, na prateleira. Aí veio o último final de semana e…

E ali está tudo de mais puro que pode ser dito sobre as relações e as buscas humanas. Impressionante. E dito de uma forma única, uma lógica ímpar. É simplesmente lindo.

É uma pena que esses livros não mudam o mundo, e nem nós mesmos. Não agem senão despertando um pedacinho de criança que existe lá dentro de cada um, que não tem medo de sorrir, não tem medo de amar, nem medo de mudar. Que sabe exatamente o que é essencial e o que é supérfluo nessa vida que a gente leva.

Para mim, aos 31, o livro foi grandioso. Não sei se seria para você. Mas se eu fosse você, eu viajaria com ele numa tarde qualquer.

24
Ago
08

24 de agosto

Olá. Hoje é meu aniversário. E ontem fui comemorar na sua casa. Foi muito bom. Poucos e bons amigos, algumas ausências lamentáveis, nenhuma surpresa desagradável, e, por lá, tudo na mais perfeita ordem. As caipirinhas continuam impecáveis, tudo continua impecável, apesar da minha eterna lamentação pela perda do layout antigo. Tudo bem, tudo bem, eu sei, você já nos explicou diversas vezes, negócios, crescimento, etc., nada reprovável, mas que dá saudade, dá, e quem põe os pés naquele lugar há sei lá quantos anos quase duas décadas tem direito de sentir saudade de toda aquela “precariedade”, frio, fogueira e blues. Mas o que importa é que ganhei beijos, presentes e uma sobremesa com vela, nutela e parabéns, e a noite foi maravilhosa.

Quem estava por lá no comando era a loira. Não sei quase nada dela, assim como sei muito pouco de você. Como sempre associei o local a muitas noites boas e divertidas, não chego exatamente a sentir sua falta quando estou por lá. Até então tanto fazia estar você, a loira ou a alta. Mas ontem eu sabia que você não estaria, embora não saiba qual a real diferença entre o seu comando ou o delas. Mas foi isso, fui lá, foi legal, está tudo em ordem, tudo em paz, e gostei muito.

Mas que coisa estranha, não? Eu aqui escrevendo para você num mundo virtual que de certa forma nos aproximou. Talvez se estivesse tudo melhor e você estivesse por lá, nem ficasse sabendo do meu aniversário e no quanto eu gostei da noite de ontem. Eu não falaria com você, nem você comigo. Fui embora feliz como uma criança.

E ao deixar uma amiga em casa, ela, ao se despedir, perguntou: “Mélia, quando você assoprou a vela lembrou de fazer um pedido?” E eu respondi: “Não, só lembrei de lamber a nutela”. E na hora me deu um vazio por ter desperdiçado um pedido, desperdiçado o momento de superstição que não tenho.

Mas a sensação durou pouco. Assim que dei a partida no carro, lembrei-me que naquela noite eu fiz sim, um pedido, que foi o que me fez escrever este texto. Na hora em que Gabi, assumindo o vocal da noite, cantava sua performática versão de “Pride”, eu olhei para cima, pensei em você e disse assim aqui dentro: “espero que melhore logo”. Vale como pedido?

22
Ago
08

Tô com saudades dela…

… daquela canguru que adora proparoxítonas!

Ambiciosa

Para aqueles fantasmas que passaram,

Vagabundos a quem jurei amar.

Nunca os meus braços lânguidos traçaram

O vôo dum gesto para os alcançar…

Se as minhas mãos em garra se cravaram

Sobre um amor em sangue a palpitar…

- Quantas panteras bárbaras mataram

Só pelo raro gosto de matar?

Minha alma é como a pedra funerária

Erguida na montanha solitária

Interrogando a vibração dos céus!

O amor dum homem? – Terra tão pisada.

Gota de chuva ao vento baloiçada…

Um homem? – Quando eu sonho o amor dum Deus!…

(Florbela Espanca)

PS: escolhi esse só por causa da palavra “lânguida”, rssss

PPS: entendam que é um soneto, mas não consigo publicar 4, 4, 3, 3 nem por reza!

20
Ago
08

20 de agosto

Hoje é aniversário do Nícolas. E a chegada do aniversário dele me faz lembrar que só faltam 4 dias para o meu… e isto é assim há 31 anos.

Nícolas é meu irmão gêmeo à distância com 4 dias de diferença, conclusão a que chegamos tendo em vista as demais ligações que possuímos: nossas avós são gêmeas, nossas mães nasceram em 6 de dezembro, mas não do mesmo ano, e Nícolas deveria ter esperado mais um mês, mas nasceu 4 dias antes de mim. A mãe dele chegou até a propor uma troca com a minha, já que eu era a primeira filha, mas ele já era o quarto filho homem, mas não rolou. Coisas de mãe de primeira viagem… acho que se eu tivesse sido a segunda filha talvez até ela tivesse trocado!

Estes 4 dias de antecedência foram apenas um começo de uma vida onde as coisas mais importantes vieram também prematuramente: Nícolas, aos 31, tem uma filha de 8, já está no terceiro casamento (eu acho que é o terceiro), e agora mais um filho. Prematuramente, se comparado comigo, é claro, que não tenho nem metade dos filhos, nem dos casamentos e nem dos problemas que ele teve.

Mas não é a comparação de vidas tão próximas e tão diferentes que me trouxe a este texto. O que me motivou a escrever o texto dos 31 anos para o Nícolas e não para mim foi o nascimento deste filho, há alguns meses, o que faz com que seus 31 tenha uma importância muito maior do que os meus. Gerardo teve uma parada cardíaca no momento do nascimento. No momento, não depois. Num local sem recursos, tecnicamente, ele teria nascido morto.

Foram 15 minutos de parada cardíaca. 15 minutos sem oxigenação cerebral adequada para uma criança que acaba de nascer traz como resultado lesões cerebrais para o resto da vida. Até agora penso qual teria sido a motivação dos médicos que o ressucitaram para terem levado a operação tão adiante. Penso no que se passou pela cabeça de Nícolas que estava presente o tempo todo na sala de parto, ao ver tentarem trazer de volta seu filho que nascera morto, e já ciente de que, em voltando, seria um bebê diferente dos outros. Tenho vertigens.

Nícolas, aos 31 anos tem hoje um milagre nas mãos. Voltou à vida um bebê que ficou dopadinho por uns dias por causa dos anticonvulsivantes que precisou tomar, mas que responde normalmente a todos os testes neurológicos feitos em recém nascidos. Demorou um pouquinho a aprender a mamar, mas só um pouquinho. É uma criança linda, um bebê enorme, e, ao que tudo indica, normal, e sem lesões motoras, que são as primeiras a serem identificadas numa paralisia cerebral.

Para a medicina ainda é cedo para dizer se Gerardo será uma criança “normal”. Para a medicina, milagres não existem. Mas eu, simples mortal, que nunca duvidei que eles pudessem existir, agora tenho certeza de que eles são reais.

Atribuído a Einstein, termino o texto com este pensamento: Há duas formas para viver a vida. Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Aos (quase) 31, eu opto pela segunda opção.

13
Ago
08

A China fake

Há um bom tempo atrás, eu descia a serra duas vezes por semana num ônibus quase exclusivo, em que pessoas que descem e sobem a serra todos os dias têm lugares cativos e formam, como elas mesmo definiram, uma “confraria”. Eu não pertenci à confraria, afinal, eu só fiz isto por dois anos, duas vezes por semana e apenas descendo a serra, pois subia em horários diferentes, raramente no mesmo ônibus. Então eu era expectadora. E um dia fiquei sabendo que a Dona Taís, uma senhora gorducha, estilosa e despojada, com ares de gente muito inteligente e titulada (não sei se era de fato, isso era o que eu achava), iria para a China, numa viagem de dois meses.

O primeiro embarque da Dona Taís depois da volta, foi uma festa. Todos queriam saber como tinha sido a estada na “misteriosa” China. E ela contou, contou, contou, falou de várias coisas, das coisas que tinha comprado, dos mercados, disse que tinha trazido o que tinha prometido a D. Áurea (uma outra membro da confraria, estravagante e chiquérrima), mas o que mais me chamou a atenção naquela conversa da qual eu não participava e ouvia fingindo um sono matinal de viagem, foram as palavras da Dona Taís, senhorinha gorducha, estilosa e despojada, e com ares de inteligente, que não me conhece, dizendo: na China, tudo é falso. E há falsos de diversas qualidades. Falsas bolsas Louis Vuiton baratinhas, falsas bolsas Louis Vuiton de preço honesto, falsas bolsas Louis Vuiton que custam um pouco menos que as verdadeiras. Tudo o que você pode pensar que fabricam no mundo, fabricam lá também. Chegam ao ponto de falsificar automóveis. É tanto falso e verdadeiro convivendo junto, e tanto falso quanto verdadeiro fabricados no mesmo lugar, que a noção de falso e verdadeiro se perde. Afinal, se tudo é chinês e as coisas são exatamente iguais, qual a diferença da falsa para a verdadeira?

E vieram os jogos olímpicos de Pequim. Creio que os mais esperados de todos os tempos. E junto com eles, algumas verdades sobre a falsidade e a verdade da China. Uma semana antes, eu comentava com um amigo que eu não esperava menos do que o luxo que foi a abertura dos jogos. Afinal, se eles têm capacidade de fabricar abajur de fibra ótica, e tranqueiras que piscam, e flores artificiais de todos os tipos, para abastecer todas as lojas de quinquilharias do mundo todo, usar esta tecnologia em benefício próprio era o de menos. Isto somado à cultura da disciplina e da busca pela perfeição, e ao fato de serem todos naturalmente “iguais”, fez a carnavalesca comentarista rasgar a bunda de inveja.

Mas nunca tarda a imprensa a desvendar o lado B das coisas, não tardaria para a China. E assim, resumido na história da cantora mirim fake lindinha cuja voz era de fato a voz de uma cantora mirim verdadeira feinha, a China acabou por assumir que o que quer é ter uma boa imagem para o mundo. É o que a China quer e é o que todos queremos, no fim das contas. A China não faz nada de muito diferente que todo mundo faz. Não fez nada que o Brasil não tenha feito para o Pan, guardadas as devidas proporções. O que a China quer é o seu lugar ao sol neste mundo onde o que importa é a imagem.

A imagem é o grande valor (ou contra-valor) do século XXI. Deveria valer mais a medalha de ouro na ginástica artística conquistada pelas meninas da equipe chinesa que desbancaram as americanas (dentre as quais a gracinha da Shawn Johnson, de quem sou fã) e as outras 17 medalhas de ouro que a faz estar em primeiro quadro de medalhas? Talvez. Mas o que a China quer mostrar é que é tão eficiente na imagem quanto todos os outros. Ainda que sofra das mazelas de trabalho escravo, da censura nos meios de comunicação. E ainda que não saiba o que vai fazer com tanta poluição, com a falta de energia e com a falta de comida.

PS: talvez não volte a falar dos jogos olímpicos aqui. Então quero deixar apenas um nome: Michael Phelps. O cara é um monstro. Merece a minha torcida.

07
Ago
08

A eternidade e o desejo

Mais um da Inês Pedrosa. Mais um que não gostei muito. Sei lá, é complicado dizer isso de uma escritora que está fazendo o maior sucesso por aqui e em Portugal, esteve por aqui, na Flip, e é a queridinha da hora. E por que eu continuo lendo a Inês? Porque a forma dela é muito boa. E a gente tem que ler para escrever bem. E, como eu acho que já disse, ou aqui ou em outro lugar, se hei de perder meu tempo lendo (coisa pela qual não sou lá muito apaixonada), ganharei vocabulário, ganharei técnica de escrita, e ninguém melhor do que os portugueses para nos fazer melhorar nestes aspectos. Nisso Inês ajuda.

É o quarto livro dela que leio, e ainda tem um de contos comprado e intocado lá na estante. Não sei se vou me aventurar nele. Li quatro, só gostei de um. Cansei da Inês. Sabe o que é? Ela fala muito. O enredo dela é meia boca, mas até aí tudo bem, pois poderia ser uma leitura agradável mesmo assim. Mas ela abusa dos monólogos internos, e suas personagens ficam parecendo com aquelas pessoas que sentam ao seu lado, falam sem parar, e você só consegue fazer movimentos com a cabeça para responder. Como cansa!

Mas este livro em particular, teve, além do contato com o português bem escrito, uma outra coisa muito interessante: li, pela primeira vez, trechos dos sermões de Antônio Vieira, o padre, cuja coleção tenho inteirinha na estante, mas nunca tinha lido sequer um. Suas palavras são fabulosas, e talvez eu venha a ler mais alguns depois deste primeiro contato. Ela inclui estes trechos porque a personagem principal é fã do Padre, enfim, tem a ver com a história, que se passa na Bahia, diga-se, e sobre a qual a autora tenta, timidamente, mostrar alguma coisa – algo como alemão no samba.

Concluindo: se tem curiosidade de conhecer Antonio Vieira, conheça, vá atrás dos Sermões. Se quer saber da Bahia, Jorge Amado, por favor.

PS: como não há a categoria de “filmes que vejo”, vou colocar aqui nos “livros que leio” mesmo. Ontem vi um filme sobre a vida de um tal de Modigliani (mesmo nome do filme), um pintor, contemporâneo de Picasso, Diego Rivera, e outros, de quem nunca tinha ouvido falar. Bom filme, melhor ainda (e sempre) o Andy Garcia. Chorei horrores, como há muito não chorava vendo filme.

06
Ago
08

Sobremesa

No meu primeiro blog, hoje abandonado, um dos primeiros ‘postes’ que escrevi foi sobre dividir a sobremesa, em que conto a delícia que acho que é dividir uma sobremesa, além da história de dois homens que, eventualmente, dividiam a sobremesa que se permitiam comer nas sextas-feiras.

E na última semana lembrei-me do escrito em duas ocasiões: na terça-feira passada, quando fui comer nhoque com a família miojo e acabei por dividir a sobremesa com M., e no relembrar de uma outra história que vou contar aqui.

Era uma tarde de verão, daquelas quentes em que o sol tem preguiça de ir embora, e do nada apareceu a prima querida de uma amiga querida, que resolveu subir a serra para dar um alô. Dobrados de fome, agravada pelo sol e pela cerveja, ‘resolvemos’ – uma turma de umas oito pessoas, voto vencido: o meu – almoçar num restaurante de paellas, uma certa estravagância, não exatamente em homenagem à prima, que mal comeu, mas ao clima de alegria que se instalou naquela tarde após sua chegada.

O lugar tem uma cara bem mediterrânea, fica numa colina, e o sol nos fez companhia ainda por um bom tempo. Apesar do clima alegre, excelentes companhias, flertes, ciúmes, sangria espanhola rolando solta, frivolidades, e até um baile improvisado, eu sabia que ia ter que me garantir na sobremesa: as paellas envolviam, é claro, camarões, mariscos, lulas, e tudo mais que vem do mar e eu não como, e os outros pratos eram coelho, cordeiro, e outras esquisitices para as quais torci o nariz.

Ao percorrer o cardápio com os olhos, rezava por um prato de massa enumerado naquela parte ‘pratos infantis’, mas não encontrei. Aquele não era definitivamente um restaurante para crianças. Percebendo minha má vontade que se encaminhava para uma desistência ou uma salada simples, um membro do G-8 pede ao dono do restaurante, que a esta altura já estava sentado em nossa mesa: “faz um bife com ovo para a Maria?”. Que vergonha! Preferia não ter pedido nada a alguém ter dito isso por mim num restaurante de paellas! O dono, pessoa especialíssima, foi demasiadamente gentil e ainda brincou comigo, para diminuir meu constrangimento. Disse afinal que faria o filé. Dispensei o ovo, ele ofereceu fritas. Segue a tarde, segue a sangria, segue o baile.

Sobremesa. Ufa! Finalmente algo espanhol! Uns pediram sorvete, outros, dispensaram, pediram café. “Maria, e você?” Me traga uma ‘crema a catalana’. “E você delator, deseja alguma coisa?” Não, não, só um café. Eu dou um ‘tapa’ na ‘catalana’ da Maria.

04
Ago
08

Flagra

Estou só esperando pra ver a m… em que vai dar a mais nova operação do Governo do Estado do Rio, dividida em duas versões: a operação Copabacana e a operação Barrabacana. Não sei de onde vem tanto retardo mental em decidir fotografar os contratantes de serviços “libidinosos”, digamos assim.

Afinal, prostituição não é crime no Brasil. Contratar pessoas que se prostituem também não. Então, o que dá direito ao governo de adentrar à intimidade destas pessoas, se nada fora da lei elas fazem? Vai prender bandido, oras!

Era só o que me faltava ver agentes de governo atuando como detetives particulares de historinhas de adultério.