Este não é o último poste do ano (eu acho). Este também não é o poste de ano novo. Porque eu não acredito em ano novo, então, eu poderia ter escrito este poste em 12 de setembro que passou, ou 03 de março que vem, sei lá. Muitos não me entendem, mas eu acho ridículo quem acha que na noite do 31/12 pro 01/01 a vida rE-al-mEn-tE pode mudar. Afff… fosse assim, eu celebraria o Rosh Hashaná, que vem lá por meados de setembro e adiantaria a minha vida, oras. Ridículo, ridículo. É claro que vou pra festa, apesar de estar tendo trabalho com o modelito branco (não, não é mandinga, nem superstição, é que branco é minha cor favorita), bebo, danço, pulo e desejo feliz ano novo, porque sou uma pessoa normal e gente boa e que odeia gente chata que não gosta de festa. Mas o que sempre digo pra todo mundo (e acredito nisso) é: esquece que as uvas, as ondas, o branco, a calcinha amarela, rosa, verde, nada farão para diminuir sua bunda gorda.
Mas a contar mais ou menos desta data no ano passado a esta data neste ano, esse tempo por que passei, merece um poste! Nada vocês tem com a minha vida, é fato, mas este poste é pra mim. É pra me relembrar de quanto sou guerreira e de quanto posso progredir, porque, neste ano, mais do que em qualquer outro, eu acreditei em mim.
Neste ano dei fim a duas histórias mal resolvidas. Dei fim a um amor impossível (sim, Amélia também se entrega a vícios de vez em quando). Segurei a onda legal para não me meter novamente em histórias mal resolvidas, e cheguei até aqui com 4 x 0 no meu placar sentimental. Ok, tô me achando por isso. Insuportável eu sou. Mas foi difícil pra burro, chorei absurdos, quase sem coração pra bater, e sobrevivi. Sem engordar.
Também me interessei menos pela vida alheia e confesso que não teve muito esforço para isso não. Foi espontâneo. Poucas fofocas hoje me dão tesão. Gente, isso é tão cansativo e improdutivo, que se um dia vocês chegarem nesse ponto em que cheguei e olharem pra trás, vão ver o quanto é bom não saber que a ex do primo da tia da vizinha traiu o atual marido.
É claro que sair fora da fofoca tem seu lado bom, mas também tem seu lado ruim. No último almoço entre amigos me senti deslocada em 90% das conversas. Só fofoquei muito em Brasília, pois, devido à distância, eram muitas as fofocas pra contar pros amigos de lá. E por falar em amigos, o período não foi tão bom quanto eu gostaria. A labuta em outra cidade deixou a sempre presente Amélia meio fora do circuito. E o povo cobra, viu?
Em compensação, arrumei um trabalho onde ganho pouco mas me divirto horrores. E quero ir pra cama todos os dias pensando que o clima de cordialidade entre meus colegas é verdadeiro (e eu acho que em boa parte é mesmo. E a Amélia é desconfiada pra caramba). Também é um trabalho que me tornou mais sangue frio do que eu já era. E olha que as provocações não são poucas. Mas permanecer no salto tem sido um dos meus esportes favoritos. E isto também tem a ver com a tal da opinião alheia: tô aí sim pro que pensam de mim. Mas só se a opinião alheia tiver real relevância no resultado da minha vida. Senão, um abraço. Vai caçar o que fazer.
Enfim, espero que no tempo adiante eu continue desse jeito pra melhor porque estou bem satisfeita. E é isso. A virada no festão, que será repetida esse ano, se Deus quiser e convites na mão!, não fez absolutamente nada por mim. O que fez a diferença foram os meus sim’s e meus não’s ao longo do caminho.
E claro, a nike não está me pagando nem um centavo, nem eu pagando à nike, mas se for pra ela me pagar (o que acho bem mais coerente), eu aceito em tênis porque pretendo, assim que as chuvas me deixarem em paz, voltar a correr tudo de novo.