Arquivo para Dezembro, 2008

30
Dez
08

Só uma palhinha

É claro que um reveillon (que nem chegou ainda) de Amélia no Rio de Janeiro tinha que ter uma historinha… e certamente vocês nem imaginam o teor da historinha, nem fazem idéia de onde eu estive, e dos olhares desconfiados que recebi… mas só conto ano que vem!

Feliz 2009 pra vocês!!! Da Maria, que não acredita em ano-novo!

FELIZ TODOS OS DIAS!!!!

28
Dez
08

Achou???

Eu disse que a cabeça não andava boa para postes novos, então guardei uma listinha para publicar. Bem inocente, hehehe, mas é que eu me diverti ao longo deste tempo com os termos que o povo põe nos oráculos da vida e vem parar aqui. E os melhores foram:

 

 

“cabelo masculino parafinado” (ã?)

“sinto (creio que seja cinto) ainda está na moda?” (ui!)

“fotospagando peitinho” (minhas?)

“que distância percorreram os reis magos” (boa pergunta)

“blog da cachorra nua” (tudo a ver)

“carnaval em crube com sacanage” (é cada coisa que se busca!)

 

Fora isso, agora é sério… impressionante como buscam por receitas da Ana Maria Braga. E finais dos livros. Leia o livro, oras!

 

Também muito procurado foi o Movimento Tiradentes, quase todos os dias. Buscas por Tiradentes também. E numa dessas, um garoto, bem, eu imagino que tenha sido uma criança fazendo uma pesquisa do colégio, veio parar aqui e, como eu não falava do Tiradentes, deixou um recadinho meigo assim: “sua vaca i puta”. Tipo: li seu poste e não tinha nada do que precisava! Ah esta internet!

 

E as duas pessoinhas blogueiras queridas que citei no poste do outro dia, vocês encontram aqui, aqui e aqui, e claro, suas fenomenais listas, infinitamente melhores que a minha!

 

28
Dez
08

Mais um presente

Desta vez virtual! O Robs me indicou para receber o prêmio Dardos.

premio11

Eu agradeço, apesar de não entender muito destes prêmios, selos, etc., mas, tá aí, exibidinho como manda o figurino!

Só não vou repassar porque tô com preguiça. Coisa de fim de ano!

Beijo procê, Robs!

26
Dez
08

O melhor presente de Natal

Será o tempo que passará bem rápido porque quero muito janeiro. É o que mais quero.

E a minha cabeça anda meio desligada, por isso, os postes tendem a vir mais ou menos, mas pode ser que a inspiração chegue, então, quem sabe??? Só sei que vou publicar uma listinha aqui, em homenagem a pessoinhas blogueiras queridas que adoram listinhas, mas será uma bem bobinha, não esperem muito da atriz de cinema mudo francês que ela já se entregou demais no último poste (e a nike, até agora, nada!).

Beijos a todos que têm passado por aqui. Que o Natal ilumine sempre a vida de vocês. E que o amor seja um exercício constante em suas vidas.

PS: só pra vocês não acharem esquisito eu falar de Natal no dia 26 de dezembro, como menina (má) católica que sou, levo a celebração de natal por 8 dias, a chamada “oitava de natal”. Ainda vou desejar muito feliz natal por aí!

19
Dez
08

just do it

Este não é o último poste do ano (eu acho). Este também não é o poste de ano novo. Porque eu não acredito em ano novo, então, eu poderia ter escrito este poste em 12 de setembro que passou, ou 03 de março que vem, sei lá. Muitos não me entendem, mas eu acho ridículo quem acha que na noite do 31/12 pro 01/01 a vida rE-al-mEn-tE pode mudar. Afff… fosse assim, eu celebraria o Rosh Hashaná, que vem lá por meados de setembro e adiantaria a minha vida, oras. Ridículo, ridículo. É claro que vou pra festa, apesar de estar tendo trabalho com o modelito branco (não, não é mandinga, nem superstição, é que branco é minha cor favorita), bebo, danço, pulo e desejo feliz ano novo, porque sou uma pessoa normal e gente boa e que odeia gente chata que não gosta de festa. Mas o que sempre digo pra todo mundo (e acredito nisso) é: esquece que as uvas, as ondas, o branco, a calcinha amarela, rosa, verde, nada farão para diminuir sua bunda gorda.

Mas a contar mais ou menos desta data no ano passado a esta data neste ano, esse tempo por que passei, merece um poste! Nada vocês tem com a minha vida, é fato, mas este poste é pra mim. É pra me relembrar de quanto sou guerreira e de quanto posso progredir, porque, neste ano, mais do que em qualquer outro, eu acreditei em mim.

Neste ano dei fim a duas histórias mal resolvidas. Dei fim a um amor impossível (sim, Amélia também se entrega a vícios de vez em quando). Segurei a onda legal para não me meter novamente em histórias mal resolvidas, e cheguei até aqui com 4 x 0 no meu placar sentimental. Ok, tô me achando por isso. Insuportável eu sou. Mas foi difícil pra burro, chorei absurdos, quase sem coração pra bater, e sobrevivi. Sem engordar.

Também me interessei menos pela vida alheia e confesso que não teve muito esforço para isso não. Foi espontâneo. Poucas fofocas hoje me dão tesão. Gente, isso é tão cansativo e improdutivo, que se um dia vocês chegarem nesse ponto em que cheguei e olharem pra trás, vão ver o quanto é bom não saber que a ex do primo da tia da vizinha traiu o atual marido.

É claro que sair fora da fofoca tem seu lado bom, mas também tem seu lado ruim. No último almoço entre amigos me senti deslocada em 90% das conversas. Só fofoquei muito em Brasília, pois, devido à distância, eram muitas as fofocas pra contar pros amigos de lá. E por falar em amigos, o período não foi tão bom quanto eu gostaria. A labuta em outra cidade deixou a sempre presente Amélia meio fora do circuito. E o povo cobra, viu?

Em compensação, arrumei um trabalho onde ganho pouco mas me divirto horrores. E quero ir pra cama todos os dias pensando que o clima de cordialidade entre meus colegas é verdadeiro (e eu acho que em boa parte é mesmo. E a Amélia é desconfiada pra caramba). Também é um trabalho que me tornou mais sangue frio do que eu já era. E olha que as provocações não são poucas. Mas permanecer no salto tem sido um dos meus esportes favoritos. E isto também tem a ver com a tal da opinião alheia: tô aí sim pro que pensam de mim. Mas só se a opinião alheia tiver real relevância no resultado da minha vida. Senão, um abraço. Vai caçar o que fazer.

Enfim, espero que no tempo adiante eu continue desse jeito pra melhor porque estou bem satisfeita. E é isso. A virada no festão, que será repetida esse ano, se Deus quiser e convites na mão!, não fez absolutamente nada por mim. O que fez a diferença foram os meus sim’s e meus não’s ao longo do caminho.

E claro, a nike não está me pagando nem um centavo, nem eu pagando à nike, mas se for pra ela me pagar (o que acho bem mais coerente), eu aceito em tênis porque pretendo, assim que as chuvas me deixarem em paz, voltar a correr tudo de novo.

16
Dez
08

Deixa eu te contar uma coisa…

Emprestei o livro que vc me deu para uma orientanda da minha mãe fazer a monografia dela. Quando minha mãe veio me pedir, já o fez esperando um não… mas, como eu não sou babaca, sei como certas coisas são difíceis, e não canso de tentar arrancar da minha mãe admiração por qualquer gesto, por mais falsamente generoso que seja, emprestei. Com a advertência de que eu arrebentaria a cara dela (da aluna) se ela sumisse com o livro. O recado era: “preze-o como preza o seu próprio nariz. Ele será o preço.” Afinal, não bastaria ela comprar outro para pôr no lugar daquele. Meu livro é meu livro que um dia foi seu livro, folheado por você e por mim, com dedicatória e tudo. Alguns meses se passaram e nada do livro. Quinta passada cheguei em casa e o bonito estava lá, junto com um pequeno presente de “agradecimento”. Ela devolveu! Ela devolveu!

À noite, antes de dormir, uma folheada rápida como quem não quer nada, e caí nas armadilhas dos sentimentos alheios que tenho evitado ultimamente (conversa para muitas horas, você deve imaginar, que nada meu é assim tão simples). A angústia bateu fundo no peito e as lágrimas não sossegaram. Aí aquela dor que dói e a gente quer que doa mais, sabe? Aquela coisa meio masoquista… então, viro algumas páginas, encontro aquele poema que postei para você aqui no blog, e o leio ainda com o rosto molhado. Em seguida, o poema da próxima página, que encosta na outra quando a gente fecha o livro. Nele, também, “aquela” palavra, nossa proparoxítona preferida. Duas ocorrências seguidas!! Caí na risada. Perdi completamente minha credibilidade de mulher entregue. Quem vai querer uma mulher assim?

12
Dez
08

para você, que vem aqui ME ler

LEGENDA

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Nada garante que tu existas

Não acredito que tu existas

.

Só necessito que tu existas

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Surreal, não? Tão breve, tão… itenso!

O autor é David Mourão-Ferreira, minha mais nova paixão garimpada no caos que é a mesa da minha mãe. Estou me perdendo em suas palavras, embora saiba que não estou para me envolver com emoções alheias.

12
Dez
08

Olha, eu juro que não acredito, mas…

No meu aniversário de 15 anos meu tio, que “era” astrólogo (alguém perde esta condição?) chegou para mim com um “mapa astral” de presente. Eu fiquei assim, assim agradeci, e fui fofocar com as minhas amigas. Nunca me liguei muito nessas coisas astrais, anjos, gnomos, saci pererê, simpatia, nada disso. Mas presente é presente, a gente agradece, e o cara até que era bem conceituado como astrólogo na época. Um voto de confiança, vai.

Três, quatro anos depois,  eu já estava na faculdade, e até então ele nunca tinha “lido” o tal mapa pra mim. Até que um dia eu chamei ele num canto pra interpretar aquela rabiscarada toda. Ele disse um monte de coisa dentre as quais eu só me lembro: “você escolheu o direito. Pois bem, você irá se envolver com direito de família e direito internacional.” Cara, fala isso pra um estudante que acabou de se apaixonar perdidamente pelo direito penal. Ele vai rir na tua cara. Mais uma vez segurei a onda e sorri, agradecida.

Não sei quantos concursos pra delegado de polícia, um mestrado focado em direitos humanos, e anos sem nunca ter defendido nem ladrão de galinha depois, eu conheço M. e me envolvo com sua vontade imensa de adotar uma criança. Um corre corre total a respeito de informações sobre adoção, lista de espera, documentos e outras coisas (nunca tinha feito isso na vida) e triiiiiiimmmmmm: toca o telefone lá de outro lado do mundo. Um estrangeiro. E se apaixonaram. E suspende o projeto adoção, porque a bagagem do moço, caso desembarcasse, traria duas belas (belíssimas) meninas. Belas e órfãs de mãe. Era prudente esperar.

Quatro meses depois, muitas horas de viagem, muita distância sobrevoada, ele deixou para trás, pais, país, casa, cachorro, memórias e desembarcou aqui nesta terra brasileira atrás de seu segundo amor brasileiro, sua segunda M., como a primeira.

E o resultado todo dessa história, para mim, agora, é que é 1 da manhã aqui na terra do pão-de-queijo, e eu preocupada com documentos, burocracias, cópias de certidões, traduções e tudo mais que envolve uma definitividade de estrangeiros no Brasil.

Estaria isto escrito nas estrelas? Não sei. Mas o que vivo hoje não me faz esquecer da única coisa que me lembro sobre o meu mapa astral. E eu continuo a vida sem ler horóscopos nem fazer simpatias, cumprindo uma promessa que fiz um dia.

09
Dez
08

Ele lá, eu aqui

Uma tortura. Ele lá, eu aqui.

Eu aqui, prisioneira, tendo que me contentar em vê-lo através desta janela por onde vejo o mundo. Mas muito em breve estaremos juntos, ele deixando em mim suas marcas.

Vocês sabem de quem estou falando, não sabem?

A pele branca denuncia.

04
Dez
08

Curta metragem V

… e depois permaneceram por um tempo ali, largados, semi-nus, semi-vestidos, que na intimidade condizente com a relação que tinham não havia lugar para corpos entrelaçados. Ele passeava com os dedos na linha de pele que ficava à mostra entre a camiseta e seu sexo vestido. Forçando mais para baixo o elástico, sorriu e disse a ela: “você também não é muito adepta de depilações radicais”. Ela não conteve a risada. Ele continuou: “eu gosto”.

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* Seria o curta inspirado em Frida & Diego? Frida & Trótski? Não, nas relações de Frida havia paixão e lugar para corpos entrelaçados… talvez inspirado apenas nos pelos de Frida!