Baia não engorda. Não satura. Não tem colesterol. Não cansa.
Em Habeas Corpus ele é muito mais Bob Dylan que o Zé Ramalho e a Mallu Magalhães juntos. Cada sílaba possui um timbre próprio, anasalado, carioca e nordestino ao mesmo tempo.
Tendo um Gabriel Moura pra cruzar, Baia cabeceia bem! Se eu fosse o Raul, cantaria suas composições.
Um bom samba-do-crioulo-doido é sempre bem-vindo. Porém Baia lança histórias interessantíssimas com nexo, começo, meio e fim. Até nos oferece o sabor da interpretação.
Em “Ótima”, ele é o Rogê com sotaque de Pedro Luís. Sambinha quase politicamente incorreto que brinca com proparoxítonas. Sem pressa de acabar.
Com tango dentro xote, palavras não usuais, jongos, malemolência recifence. Livra-se dos livros e desafia a lâmina afiada.
Ótimo!!!!
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Este poste é do Rodrigo, que um dia eu convidei para vir aqui falar de música e que agora perdeu a senha de “contribuidor”. Mariamélia, publica lá pra mim. É claro, o que esse raio não pede sorrindo que eu não faço reclamando? Bem, tá aí pra vocês, poste sobre o Marcelo Baia (adoro!) diretamente copiado do Por que a gente é assim?
Só pra constar, que o moço bem gosta de confete, vai uma fotita do show que ele fez com sua banda Serra Soul, com os maravilhosos Rodney (batera), Paulinho (guitarra), Roberto D’Ávila (baixo), Lelei (sax), Kiko (gaita) e Monique (linda, loira, e voz maravilhosa).

E só pra lembrar, há duas semanas foi minha estréia no Café Bossa Nova, mas só hoje publiquei por lá texto inédito. Passem para conferir.
